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Dança comigo outra vez

por Sakura, em 25.11.06
«Fecha os olhos, esquece o que vês... O que é que sentes?».
A música começa a invadir-te; cada nervo do teu corpo estremece. A anca começa a balançar ao ritmo da batida. Os braços erguem-se, procurando o par. Os braços dele envolvem a tua cintura. Ele está ali, próximo, perto, colado. A música é vossa. A pista é vossa. Esquecem o mundo, tudo o que está em redor fica desfocado. Aquele momento é vosso. É ali, é agora. As vossas almas ganham vida, a razão deixa de comandar. As vossas emoções começam a soltar-se. Cada movimento é um grito de expressão.
Olha para mim, olha-me nos olhos, olha para a minha dança. Tudo o que sou é aqui e agora, nesta pista de dança. Aqui esqueço o mundo e entrego-me. Apaixono-me.
Dança comigo outra vez.
«Esquece o que vês. O que sentes?» A música, o ritmo, a liberdade, a vida, a emoção, a paixão,...
Esta noite é nossa. A pista é nossa. Outra vez, uma vez mais... Dança comigo outra vez...

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Palavras para quê?

por Sakura, em 24.11.06

Há uns dias atrás andava a vaguear por um blog que encontrei e, numa das suas postagens, o autor tinha decidido dissertar sobre as palavras... ao início não percebi bem onde é que aquilo ia dar, mas embarquei na leitura e cheguei ao fim totalmente embevecida com aquelas linhas!
Ele falava da magia das palavras, da sua capacidade de significar tanta coisa, sem deixar de ser a mesma palavra... referia ainda o facto de nós não possuirmos as palavras, apenas as dispomos alinhadas umas ao lado das outras na esperança de que elas façam sentido...
Foi um "post" excepcional, que demonstra grande capacidade de "dispor as palavras, alinhadas umas ao lado das outras".
Tenho andado a estudar Filosofia e num dos temas é dito que para pensar usamos as palavras, são elas que exprimem os nossos pensamentos e que estabelecem as ligações entre as nossas representações mentais. Se pararmos um pouco para pensar, chegamos à conclusão de que uma coisa tão simples, como uma palavra, pode ter uma magnitude tão grande.
Palavras... as palavras estão em todo o lado, em cada cantinho das nossas vidas e sem darmos por isso são, talvez, o nosso bem mais precioso! Com as palavras podemos dizer aquilo que pensamos, podemos exprimir aos outros os nossos "sorrisos", as nossas lágrimas, podemos envolvê-las em magia e mistério e criar coisas tão belas e tão sublimes...
O que seria de nós sem as palavras?
Não precisamos de ser génios para criar textos lindos (que "a crítica aplauda"). Basta deixar que sejam as palavras que nos guiem, basta dar-lhes espaço e admirá-las de coração aberto...
Basta amar as palavras...

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Com um brilhosinho nos olhos

por Sakura, em 24.11.06

Tenho andado a revolver e revolver a minha imaginação para ver se encontrava algo interessante sobre o que falar, mas não surgia nada! Porém, hoje, ouvi, na minha opinião, um dos mais belos elogios que alguém pode dizer a outro alguém: um elogio sobre o olhar dessa pessoa, sobre o brilho do seu olhar.
À primeira vista, pode parecer uma referência ao tão discutido (e por vezes criticado) conceito de aspecto exterior, mas eu não o encarei como tal. Para mim, os olhos são o espelho da alma. São uma das mais belas coisas criadas!
O olhar é algo de mágico, misterioso. Com ele conseguimos captar a atenção de alguém; dizer tudo o que sentimos cá por dentro, sem proferir uma palavra,... Com o olhar temos a certeza de que o nosso intimo está seguro, pois só aqueles que nos compreendem é que saberão interpretar o seu brilho.
Neste momento não consigo conceber nada mais delicioso que olhar para alguém e ver aquele brilhozinho de felicidade, aquele "não sei o quê" difícil de definir e apaixonante! É como um filme em que tudo se move, mas não ouvimos qualquer som; somos simples espectadores que captam tudo e desfrutam o momento sem necessidade de intervir...

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Lusitana paixão

por Sakura, em 22.11.06
(Este texto já foi escrito há algum tempo, quando ainda fazia sol e os dias eram quentes.... mas não podia deixar de o colocar aqui, pois "pedidos de várias famílias" no exigiam... Aqui está ele:)

O dia foi cheio de sol, quente, e que tal aproveitar uma sugestão da minha mãe e escrever sobre uma ida que fiz ao Chiado?
Convém começar pelo princípio: há duas semanas atrás fui ao Chiado para cortar o cabelo. Fui sozinha e a minha mãe mais tarde foi ter comigo. Como só tinha marcado para as 18 horas e a minha boleia deixou-me em Lisboa por voltas das 16h, decidi sentar-me na esplanada do mítico café "A Brasileira"...
Enquanto subia o elevador de Santa Justa e depois a rua Garrett, pensava para comigo mesma que os transeuntes deviam estar a perguntar-se se eu não seria "maluquinha", tal não era o meu sorriso de contentamento! Não sei bem explicar, mas Lisboa tem em mim um efeito mágico, que me faz ver em cada esquina, cada rua, cada pessoa, uma maravilha inexplorada, algo simples, sublime e puro.
Já sentada na esplanada, pus-me a absorver tudo o que se passava à minha volta: os turistas estrangeiros que passeavam de mapa na mão (tinha vontade de interpelá-los e perguntar se estavam a gostar do nosso país e dizer-lhes também que aquela zona da cidade era maravilhosamente bela), os "saltimbancos" que procuravam algumas moedas dos transeuntes, as pessoas a saírem dos empregos, meros turistas de ocasião que por ai deambulavam. Toda esta mistura me fascinava! Como tantas coisas tão diferentes entre si coexistem e contribuem (muito provavelmente sem se aperceber) par formar a beleza da cidade - que, a meu ver, é a alma do povo português.
Experimentem ficar incógnitos no meio da multidão a admirar o vaivém de pessoas que percorre aquela zona... É uma sensação radiante, que nos inflama o peito de orgulho se ser português... Experimentem vão ver que não se arrependem...

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Já não cabemos lá em casa...

por Sakura, em 22.11.06
Depois de um fim-de-semana prolongado, onde estive longe da tecnologia urbana - os únicos contactos que tive foram um pouco de televisão à noite e umas olhadelas esparsas para o telemóvel -, vim de baterias renovadas. Porém, este fim-de-semana não foi tão maravilhoso como a primeira vista tudo indicava... e é para em poucas linhas deixar uma espécie de promessa que, hoje (que me apetecia prolongar por mais algum tempo a minha distância dos meios electrónicos), liguei o computador e vim para aqui escrever!
Provavelmente todos nós temos na nossa consciência as mágoas pelas quais os velhinhos passam quando os filhos já têm a sua vida organizada e (tal como um sofá de almofadas gastas, quando se compra um novo) deixam de ter espaço na vida dos filhos. Não vim aqui para falar daqueles casos em que os filhos, porque por e simplesmente não estão para se chatear, nem ter trabalho, "enviam" os pais para lares de idosos. Muitas vezes nem se dignam a um telefonema. Não, não quero falar sobre eles porque são casos desprezíveis, só espero que um dia não passem pelo mesmo...
A promessa que eu quero deixar é sobre uma outra face, a meu ver, muito mais dolorosa para os filhos: quando os pais não querem sair das suas casas, mas já não reúnem as capacidades totais para tomarem conta deles próprios e nem deixam que os filhos tomem.
É doloroso relembrar quando eles apanhavam transportes públicos (que todos sabemos não serem muito confortáveis) para vir visitar os filhos e os netos e, agora, nem mesmo para passar duas horinhas ao almoço com os netos e filhos, querem sair de casa. Dói ver que as linhas do pensamento já não são tão lúcidas como eram... Custa vê-los com medo de tudo e de todos, pensando que querem sempre fazer-lhes mal... Dói (talvez mais a nós, filhos e netos) descobrir que eles caíram, enquanto estavam sozinhos, e que não foram capazes de nos contar... Custa saber que talvez uma consulta médica ajudaria a tirar as dores do corpo (e da alma, também) de que constantemente se queixam, mas eles recusam-se a ir, dando a eterna desculpa "os médicos não sabem nada"... Mas, acima de tudo, corrói-nos interiormente saber que se tentarmos entrar um pouco mais no seu espaço (por mais nobres e bondosas que sejam as nossas intenções), só vamos contribuir para deixa-los mais nervosos e assustados...
A promessa, que tinha em mente quando iniciei esta postagem, baseava-se mais ou menos no seguinte: Prometo-te mãezinha e paizinho que tomarei sempre conta de vocês e farei o meu melhor para que tenham uma velhice feliz... Contudo, fiquei assustada perante a hipótese de os meus pais se fecharem no seu próprio casulo e não me deixarem dar-lhes a mão. Por isso, decidi modificar a minha promessa...
«Pai, Mãe, juro-vos que farei aquilo que estiver ao meu alcance e, se for necessário, farei o impossível também, para que tenham uma velhice feliz e descansada. Por mais que me doa saber que estou a deixar-vos nervosos e desnorteados, vou engolir as lágrimas, porque não permitirei que se isolem e deteriorem de dia para dia. JURO-VOS que nunca terão necessidade de dizer "Já não cabemos lá em casa..." »

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Quem é a Sakura?

O meu nome é Raquel Lemos. Sakura significa “Flor de Cerejeira” em japonês; escolhi-o pela sua sonoridade e pela beleza das flores de cerejeira. A ideia de criar um blogue nasceu da pergunta «E porque não?»; admito que não venho aqui muitas vezes para escrever... o Blackberry Pancakes funciona mais como uma terapia: pequenas ideias que vou deixando (que se não revolucionam o planeta, ao menos revolucionam o meu mundo!) Obrigada a todos!


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