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Madiba

por Sakura, em 06.12.13

Ainda ontem, a caminho de casa, falava com o H. sobre a falta de civismo das pessoas. Comentava que cada vez mais as pessoas estão mais egoístas, se antes apenas alguns demonstravam falta de civismo, agora a grande maioria é de uma sacanice atroz!

 

Sentia-me desiludida com aquilo em que a humanidade se tornou. Perdeu a capacidade de perdoar, em prol da vingança; perdeu a vontade de lutar por um mundo melhor para todos, em prol da apatia e do conformismo.

 

Horas depois, soube da notícia da morte de Nelson Mandela.

 

 

Aquilo mexeu cá dentro. Para mim, Mandela sempre foi uma figura intemporal, que no meu inconsciente iria viver (fisicamente) para sempre. Iria ser - tinha de ser - assim para relembrar o mundo do significado de liberdade, paz, amor e perdão. Como alguém disse: Nelson Mandela é e foi o "Guerreiro Supremo de Paz, Amor e Justiça".

 

Uma das minhas frases preferidas deste Guerreiro Supremo é:

 

"People must learn to hate, and if they can learn to hate, they can be taught to love, for love comes more naturally to the human heart than its opposite... Man's goodness is a flame that can be hidden but never explained.”

 

Madiba, como carinhosamente lhe chamavam, era a lição de amor, de perdão, do que significa lutar por algo maior do que nós, lutar pelo bem comum.

 

Tal como Mandela, eu acredito que ninguém nasce a odiar ninguém, que esse sentimento é-lhe ensinado. Então, se o ser humano aprende a odiar, também pode aprender a amar e isso é uma dádiva! Eu acredito na bondade de todos os seres humanos, apenas alguns decidem esconder muito bem essa chama...

 

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

[Invictus por William Ernest Henley]

 

 

Esta é a minha pequena, mas sincera, homenagem a Mandela!

 

 

 

[créditos das fotos: aqui, aqui)

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Standing for...

por Sakura, em 26.01.07
Passado tanto tempo sem dar notícias no blog, voltei para escrever sobre um assunto que há algum tempo me tem andado no pensamento. Acho o tema interessante, mas não sei ( ainda!) como o desenvolver, vamos deixar a "pena correr" e ver no que dá...
Ando por aqui às voltas, às voltas e ainda não disse qual é o tema mistério... Pois bem, é a Organização Nações Unidas!
Surpreendidos?! Talvez seja melhor eu explicar o "porquê".
Uma das coisas que sempre me fascinou foi a capacidade humanitária dos seres humanos, a sua luta (muitas vezes constante) pela defesa dos direitos humanos. Toda a nossa História é povoada de episódios sobre a defesa dos direitos e a luta das sociedades por condições de vida dignas. Assumindo várias formas, a luta pelos direitos é algo permanente: seja na luta pela independência de um país, seja no combate pelo direito ao voto das mulheres, seja pelo direito das crianças ao acesso à educação, seja o que for.
Não sei qual é a vossa opinião, mas eu vejo isto como algo valioso no ser humano, a sua capacidade/coragem para lutar por aquilo que considera ser justo.
É neste contexto, e após duas guerras mundiais, que cerca de 51 países decidiram unir-se para criar um Organização que assegurasse a paz e a ordem mundial e que promovesse relações de solidariedade entre nações "pequenas e grandes". Nesta organização todos têm os mesmos direitos e estão em pé de igual (não há mais ou menos poderosos, todos têm o direito a ser ouvidos).
Independentemente do que outros possam pensar, eu acredito nesta Organização (e num futuro profissional sentir-me-ia bastante realizada se aí pudesse trabalhar) e é nela que reside a minha esperança de que o mundo avançará para ser um lugar melhor e mais justo. Não sou tão inocente ao ponto de achar que basta existir um organização como esta ou até que as Nações Unidas são completamente livres de desigualdade, mas o fundamento está lá, a esperança, a vontade reside nesta instituição.
Somos uma ínfima gota deste planeta azul, mas o nosso pouco esforço, pode ajudar a mudar ou a melhorar a vida de alguém que realmente necessite. Eu acredito que sou uma simples abelhinha nesta profusão de vida, mas também acredito que posso dar o meu contributo (por mais pequeno que seja) para tornar a colmeia um sitio com mais "mel"...
Por Favor! Não deixem de acreditar no lado humanitário da sociedade! Lutem por aquilo em que acreditam!

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Quem é a Sakura?

O meu nome é Raquel Lemos. Sakura significa “Flor de Cerejeira” em japonês; escolhi-o pela sua sonoridade e pela beleza das flores de cerejeira. A ideia de criar um blogue nasceu da pergunta «E porque não?»; admito que não venho aqui muitas vezes para escrever... o Blackberry Pancakes funciona mais como uma terapia: pequenas ideias que vou deixando (que se não revolucionam o planeta, ao menos revolucionam o meu mundo!) Obrigada a todos!


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